Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

6 meses e 31 dias depois...

 

Certos dias impõem-nos uma pausa para reflectir, para fazer um balanço, maldito  seja o espírito de natal que nos pede que olhemos para trás, para o caminho percorrido até aqui.  Paro por instantes e tento lembrar-me do ponto de partida. Guardo em mim com precisão fotográfica o dia em que nos conhecemos, local nada interessante para quem, como eu, gosta de um bom romance.

Tu, engomadinho, calça beige, casaco azul escuro, olhar envergonhado (como manda a regra do bom beto de Lisboa!)

Eu, de amarelo, tão baralhada como quem regressa de uma viagem de 3 meses a um país "contrário".

Permanecem em mim todas as páginas que se escreveram dia após dia depois desse momento que deu uma reviravolta a ambas as vidas. Desenha-se em mim um sorriso que me traz paz.

Toda a história parecia encaminhar-se para um final feliz, aquele final que na infância nos leva a acreditar que "dias melhores virão", que o tempo nos leva, mais tarde ou mais cedo, a um porto seguro, no sol depois da tempestade.

Lentamente esforço-me por traçar o mapa que nos trouxe até aqui! Em como deixámos que o fim fosse mais cedo.

 

música: Uma das primeiras: Sublime - Santeria

afteramsterdam às 19:10
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2 comentários:
De Anónimo a 29 de Abril de 2010 às 00:08
Deixámos...foi a dois ou será que numa relação os dois têm de ser só um, mas não deixar de ser dois, sendo, acima de tudo, verdadeiros.

De facto certos dias há que reflectir sobre o que fazemos, fizemos e faremos, coisas que podem mudar o rumo que queríamos que as coisas levassem. Mas...

...são decisão nossa...


De afteramsterdam a 29 de Abril de 2010 às 00:28
Discordo!

Nem todas as surpresas, amores e desamores da vida são decisão nossa, tal como a minha liberdade termina onde começa a tua! Contra tua vontade não podes ser meu. Não estás comigo embora eu possa viver eternamente com esta convicção, a de que acabaremos junto e velhinhos, aflitos com dores nas costas, esquecidos dos nossos nomes e enterrados para sempre nas imperfeições do outro. Tu, a amparares-me amorosamente e eu, a massajar-te os ossos esboroados e a aliviar-te o reumático, numa suave recriminação mútua por não nos termos encontrado antes, como competiria a quaisquer almas que se reclamam gémeas, ambos sabendo que só o meio da vida é pouco, muito pouco, e que já fomos tarde, muito tarde.

... se a decisão fosse só minha, mas não é!! No lugar que eu queria meu, há uma outra pessoa que te faz sorrir, que te faz rir, que te deixa feliz, que te completa e te faz contar as horas e os minutos para voltar a estar com ela, que te faz sentir borboletas na barriga, que te faz doer o estômago quando não está, perder a fome...

Nesse lugar que não é meu! Por uma decisão que não é minha e nem está nas minhas mãos!



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