Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

6 meses e 26 dias depois...

 

Nada mudou desde então, continuo a ter o Hipólito como companhia nas noites, agora mais frias, a adormecer no sofá todas as 6 feiras. Ao sábado, acordar cedo, beber o "café de velha" e lembrar-me dos croissants da pastelaria (aquela) que já não existe. Deliciosos e vistosos croissants, tiravamos à sorte quem os ia comprar, lembras-te? quase sempre tu, enquanto eu preparava uma mesa à luz de velas para o demorado pequeno almoço.

Lembro-me do teu cheiro que ficava pela casa nos sábados pela manhã e talvez essa lembrança me leve à loucura de usar hoje o teu perfume, quero à força guardar-te para mim, os teus poucos...

Nada mudou...

... apenas já não tenho aquele sorriso quando me batem à porta, já não espero que sejas tu.

... já não imagino que aquele carro parado na minha rua seja o teu, que me abraces e me digas "é maior que eu aquilo que tentei mostrar a mim mesmo que não era."
 


afteramsterdam às 22:55
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2 comentários:
De Anónimo a 23 de Abril de 2010 às 23:03
Há quem desista...

Muitas vezes não se desiste enquanto se sente culpado pelo que se fez de mal a alguém, por vezes desiste-se porque se deixa de gostar, aliás desistir é uma desculpa para se ter o argumento de que não vale mais apenas lutar...quando na realidade aquilo que se percebe é que aquele sentimento, aquele, depois de muito se ter feito mal e de se ter perdido o sentimento de culpa pelo mal que se fez, simplesmente, acabou.

Citando, "quando alguém não gosta de nós nada podemos fazer para mudar isso"..."se há coisa que não podemos mudar é aquilo que os outros já não querem mais".

Esta realidade não é só válida para uma das partes, acho, mas...

...serão mais do que motivos, sendo que a luz se apagou e o silêncio também tomou parte...

Pegando no exemplo de "preserverança" que se diz ser este blog, ainda assim desiste-se...

...desisti...


De afteramsterdam a 24 de Abril de 2010 às 00:21
... Não se desiste de amar, desiste-se sim de sofrer, de tanto querer arrancar uma dor!
Penso que não se pode falar em preserverança quando se fala em 3 dias, penso que não se pode falar em silêncio quando se lê aquilo que a outra pessoa escreve com um destinatário concreto! Silêncio é silêncio, ausencia é ausencia!!!
Só te peço que reflictas um pouco antes de me julgares e repara que não te peço nada que eu já não tenha feito, pensar por mim e por ti. Não, não te estou a cobrar o que quer que seja, estou apenas a pedir-te que compreendas que foi a forma que encontrei de me equilibrar, para que o nós possível, continue a sê-lo e da forma como tu o desejas, apenas uma amizade.
Se depois de tudo, não compreenderes, é porque apesar de todas as qualidades que te reconheço, insistes em não fazer uso de uma que é essencial numa amizade estranha ou não, a capacidade de olhar além e agir de acordo, mas é um direito teu.

... vais desistir? Eu não desisti de ti, desisti do nosso amor, porque na minha cabeça este é um sentimento que deve ser a dois e durante muito tempo (não foram 3 dias) foi a um, porque já ouvi com todas as letras, que não sou eu!

Desistes? Eu não!





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