Segunda-feira, 9 de Março de 2009

9 meses e 19 dias depois...

 

Juro que ás vezes faço um esforço para ouvir a nossa história como que contada por um estranho. Sento-me comodamente para ouvi-la. Não me é fácil fazer um juízo ou uma avaliação, adivinhar-lhe um fim. Não sei que título lhe daria, não sei, sinceramente, quem de nós seria o bom ou o vilão, ou se seríamos apenas vitimas do destino, um do outro, ou ainda a opção D: Vítimas de nós próprios.

Era uma vez, conto e volto a contar em busca de um fim diferente para contar.

Fui eu que te tornei num romance? Poderá a nossa história ser contada de forma fria?

Gosto de histórias, cresci ao som das canções dos anos 80 com letras tragicamente romanticas como "Loves changes everything" que soavam a marmelada , filmes que disputavam arduamente o óscar da lamechice, publicidade como "Um corneto para mim, um corneto para ti... olá! olá!".. Tudo isto se tornou caustico para a falta de esperança e frieza com que deveria (ou não) contar, ou saber ouvir a nossa história! É por essa e por outras que eu, lamentavelmente, tenho alguma dificuldade (leia-se impossibilidade) em ter os pezinhos na terra!

 

 

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afteramsterdam às 21:10
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Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

8 meses e 28 dias depois...

 

Amar e ser amado é uma tarefa díficil, mas amar e não ser amado é ainda mais difícil, há até quem lhe chame "fodido" (o malcriadão do Miguel Esteves Cardoso no seu melhor!). Ninguém recebe educação para tal e mais tarde ou mais cedo é algo a que cada pessoa, seja homem ou mulher acaba por experimentar, cada um com a sua história, umas com príncipes e princesas, outras com castelos, monstros e dragões, mas normalmente sempre com muros e obstáculos, digamos, desafios por vencer...

Se houvesse uma enciclopédia, uns pozinhos de perlim pim pim todos "viveríamos felizes para sempre" como em grande parte das histórias infantis que nos ensinam desde cedo que "depois da tempestade vem a bonança". O lobo mau acaba sempre por receber o seu castigo, a cinderela vive feliz para sempre junto do seu principe, Hansel e Grettel encontram o caminho de volta a casa, etc, etc, etc

Apenas a pobre Carochinha não pertence a essa estatística, acabando por sofrer a perda do seu, tão querido, João Ratão, que acaba cosido e assado no caldeirão!

Pois bem, nem eu estou disposta a ser a Carochinha, nem tu tens perfil de João Ratão, não é que eu goste de histórias mornas de principes e princesas... mas já chega de obstáculos não? Porquê tornares-te no maior obstáculo da nossa história?

Será que podemos fazer um intervalo neste desentendimento? birra ou lá o que fôr?

Concedes-nos uma ponte entre Amsterdam e o amanhã?

 


afteramsterdam às 18:44
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

7 meses, 22 dias e algumas horas depois...

 

 

Cito-me:

 

Quando a guerra acabar...

 

Os braços estarão cansados, as veias dilatadas, a voz rouca

As folhas de jornal estarão gastas de notícias banalmente repetidas

Os serões serão frios e esguios

Daremos conta que as chamas ardentes e corrosivas foram estintas pelo silêncio

Quando esse dia chegar nos bolsos não restarão mais pedras e o olhar carregará a desconfiança que trava a abertura e o altruísmo

No rosto restará a foligem, nas mãos a profundidade de rios que não escoam, o sangue viajará contra a corrente

Nesse dia já ninguém recordará a terra que um dia foi fértil, em que um dia se semeou

Seremos apenas dois soldados de roupas gastas e rotas

No tacto farpas cravadas impedem o sentir

Por dentro, se descermos o túnel que nos leva dentro de nós encontraremos, no lugar do coração, cacos do que outrora se construiu e se pensou para sempre

 

 

Quando a guerra acabar, quando esse dia chegar...

 

 

... à nossa volta reinará a destruição movida pelo egoísmo, pelo argulho desmedido que deitou a baixo o sonho, o mesmo sonho... ou... seremos apenas dois estranhos de uma mesma história habitantes de um olhar distante...

 

(25.03.08 before Amsterdam)

 

 


afteramsterdam às 23:51
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

6 meses e 31 dias depois...

 

Certos dias impõem-nos uma pausa para reflectir, para fazer um balanço, maldito  seja o espírito de natal que nos pede que olhemos para trás, para o caminho percorrido até aqui.  Paro por instantes e tento lembrar-me do ponto de partida. Guardo em mim com precisão fotográfica o dia em que nos conhecemos, local nada interessante para quem, como eu, gosta de um bom romance.

Tu, engomadinho, calça beige, casaco azul escuro, olhar envergonhado (como manda a regra do bom beto de Lisboa!)

Eu, de amarelo, tão baralhada como quem regressa de uma viagem de 3 meses a um país "contrário".

Permanecem em mim todas as páginas que se escreveram dia após dia depois desse momento que deu uma reviravolta a ambas as vidas. Desenha-se em mim um sorriso que me traz paz.

Toda a história parecia encaminhar-se para um final feliz, aquele final que na infância nos leva a acreditar que "dias melhores virão", que o tempo nos leva, mais tarde ou mais cedo, a um porto seguro, no sol depois da tempestade.

Lentamente esforço-me por traçar o mapa que nos trouxe até aqui! Em como deixámos que o fim fosse mais cedo.

 

música: Uma das primeiras: Sublime - Santeria

afteramsterdam às 19:10
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